11 de fevereiro de 2020 Salvar link
Alimentos
Colônias de bactérias 'Salmonella enterica' crescem em placa de cultura de ágar

Highlights

  • Ácido lático e água oxigenada reduziram bactéria em morangos, pepinos e folhas de rúcula
  • Eles podem substituir produtos à base de cloro na limpeza de vegetais
  • Salmonela causou 35% das infecções alimentares no Brasil entre 2016 e 2017

O ácido lático e a água oxigenada podem substituir produtos com cloro na limpeza de vegetais. Em experimento, essas substâncias conseguiram reduzir a bactéria Salmonella Enterica Enteritidis em morangos, pepinos e folhas de rúcula. Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) chegaram a esse resultado em estudo publicado na revista “Food Science and Technology”, edição de janeiro de 2020.

A investigação demonstrou experimentos para avaliar a eficiência do ácido acético, ácido lático, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), hipoclorito de sódio e dicloroisocianurato de sódio na limpeza de morangos, pepinos e folhas de rúcula contaminados com a bactéria Salmonella enterica Enteritidis, responsável por casos de infecção intestinal.

As concentrações testadas foram de 1% e 2% para ácidos lático e acético, 3% para água oxigenada, 200 mg por litro de hipoclorito de sódio e 200 mg por litro para dicloroisocianurato de sódio. O ácido lático foi o composto mais eficiente para limpar os morangos, enquanto a água oxigenada atuou com eficiência na eliminação da bactéria em pepinos e folhas de rúcula.

Ácido orgânico é proibido em outros países

Os resultados sugerem que as pessoas podem utilizar ácidos orgânicos para limpar suas frutas e vegetais de forma segura e eficiente. Hoje, o costume é lavá-los com produtos à base de cloro. Apesar de serem recomendados no Brasil, o uso de ácidos orgânicos é proibido em países europeus, como Alemanha, Holanda e Suécia, por causa do seu potencial de reagir com resíduos da casca de frutas ou outros contaminantes encontrados no alimento.

A pesquisa dá um passo importante ao investigar produtos alternativos, buscando maior segurança no processo de higienização de vegetais. Os próximos passos envolvem desenvolver estudos que avaliem o impacto dos ácidos orgânicos na qualidade sensorial dos vegetais, além de avaliar a viabilidade econômica da substituição dos produtos à base de cloro.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmitidas por Alimentos no Brasil, a bactéria foi responsável pelo maior número de casos de infecção alimentar (35%) no país entre 2016 e 2017.

Termos de uso

Todos os releases sobre as pesquisas nacionais já publicados na área aberta da Bori (e que, portanto, não estão sob embargo) podem ser reproduzidos na íntegra pela imprensa, desde que não sofram alterações de conteúdo e que a fonte Agência Bori seja mencionada.

Veja como citar a BORI quando for publicar este artigo:

Fonte: Agência Bori

Ao usar as informações da Bori você concorda com nossos termos de uso.

Publicado na Bori em 11/2/2020, 14:28 – Atualizado em 21/2/2021, 13:40