#MinhaPesquisaNaBori: pesquisa chegou a políticas públicas e mudou cenário de biopirataria digital de abelhas

*Por Antônio Freire de Carvalho Filho

Ver a pesquisa que dediquei tantas horas e dias sendo discutida no cenário nacional de notícias e de políticas públicas: esse foi o resultado da minha experiência com a Agência Bori

A grande projeção alcançada com o estudo que desenvolvi no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) – tivemos mais de 58 repercussões em veículos da imprensa escrita e digital de todo o país – foi influenciada pelo release que enviamos à Bori às vésperas da publicação do artigo “Illegalities in the online trade of stingless bees in Brazil” na revista “Insect Conservation and Diversity”, em 1 de junho de 2022. Durante o processo, contei com o grande apoio da assessora de comunicações do INMA, Alba Lívia Bozi, que me apresentou a essa opção.

Vimos, logo no dia da publicação do release, que grandes veículos de notícias se interessaram pelo assunto. Como resultado, diversos sites como Agência Brasil, Tribuna MS, SBT, Fala Piauí, Em Dia ES, Rádio Rondônia ao Vivo e outros repostaram o texto divulgado pela agência. Também fui procurado por jornais, emissoras de televisão e de rádio, e dei entrevistas a jornalistas de diversos estados brasileiros.

Penso que a ilegalidade no comércio de abelhas sem ferrão, foco da pesquisa, já é um tema polêmico e de grande interesse para a sociedade. Contudo, sem a Bori, dificilmente conseguiríamos os resultados expressivos de divulgação que obtivemos. A Agência tem capilaridade em todas as regiões do país.

Tal repercussão colocou o problema da biopirataria digital com abelhas em destaque, inclusive em discussões no Congresso Nacional acerca de projetos de lei em andamento, como o PL 4429/2020, que pretende regularizar a comercialização de espécies de abelhas nativas no país. Novas parcerias estão sendo firmadas com pesquisadores brasileiros e estrangeiros para estudos com diversas espécies da nossa biodiversidade. Além disso, graças a essa repercussão, sabemos hoje que o comércio ilegal desses animais na internet sofreu reduções em todo o país. Anúncios em diversos sites pesquisados que exerciam essa atividade ilegal não estão mais disponíveis após a publicação do artigo. Esse resultado serve de inspiração para os futuros trabalhos que publicaremos e que, com certeza, contarão com o apoio da Bori para gerar ainda mais impactos nas políticas públicas.

 

*Antônio Freire de Carvalho Filho é pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e divulgou estudo sobre biopirataria digital de abelhas brasileiras via Bori em junho de 2022. Esse relato faz parte da série #MinhaPesquisaNaBori. 

Publicado por

Agência Bori

A Bori conecta o conhecimento produzido por cientistas brasileiros à imprensa de todo o país, disponibilizando estudos inéditos acompanhados de textos explicativos e do contato de um porta-voz do trabalho a jornalistas cadastrados

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