Por Débora Gallas* e Mariana Versolato**
Iniciamos 2026 como o principal hub de inteligência científica para a imprensa brasileira. Com uma curadoria rigorosa, entregamos ciência de ponta diretamente na caixa de entrada de 3,6 mil jornalistas, transformando estudos em pautas para a sociedade. Isto é possível graças ao apoio do Instituto Ibirapitanga, que viabiliza a divulgação de pesquisas inéditas em Sistemas Alimentares à imprensa.
Entre o fim de dezembro e o mês de janeiro, divulgamos quatro pesquisas brasileiras em sistemas alimentares de alto impacto social, publicadas em revistas científicas nacionais e internacionais de referência: Brazilian Journal of Biology, Cadernos de Saúde Pública (revistas brasileiras parceiras da Bori), Nature Reviews Earth & Environment e Ecosystem Services (revistas estrangeiras com as quais a Bori negociou a data de embargo dos estudos para garantir o acesso exclusivo dos jornalistas brasileiros antes da publicação).
Os estudos abordam os seguintes temas: mudanças climáticas e pesca, impactos de agrotóxicos sobre polinizadores, alimentação e ambiente escolar e relações entre insegurança alimentar e percepção da natureza na Amazônia. As pesquisas envolvem instituições de todo o Brasil, como UFSC, UFPE, UFRN, UFCG, USP, UFU, Unicamp e redes de colaboração científica nacionais e internacionais.
Destaque na imprensa: impacto climático na alimentação e na economia
Em dezembro de 2025, o destaque foi a divulgação de estudo que aborda o El Niño–Oscilação Sul e suas implicações diretas para comunidades costeiras da América do Sul e da África. O trabalho foi conduzido por pesquisadores da UFSC, UFPE e UFRN e publicado na Nature Reviews Earth & Environment. O texto da Bori gerou ampla repercussão nacional para a pesquisa, com circulação em cerca de 50 veículos de todas as regiões do país. A cobertura alcançou veículos de audiência nacional, como Agência Brasil e IstoÉ Dinheiro, veículos regionais, como Jornal de Alagoas e Folha de Pernambuco, além de mídias especializadas em meio ambiente, clima, pesca e agronegócio, como Canal Rural e Piscishow, indicando interesse do setor produtivo na discussão.
A diversidade de títulos, abordagens e recortes regionais evidencia o interesse da imprensa por pesquisas que conectam clima, economia e segurança alimentar, além de reforçar o papel da Bori como ponte entre ciência acadêmica e debate público qualificado.
Bori leva ciência sobre agrotóxicos e polinizadores às manchetes
Com a divulgação de estudo sobre como inseticidas reduzem a sobrevivência e prejudicam a capacidade de voo de abelhas, publicado no Brazilian Journal of Biology por pesquisadores da UFCG, pautamos sobretudo veículos de Campina Grande (onde a pesquisa foi realizada) e da região Nordeste – como Jornal da Paraíba e O Povo. A pesquisa também alcançou plataformas nacionais (como g1) e especializadas em meio ambiente e ciência, como Um Só Planeta, Conexão Planeta e Nossa Ciência.
A ampla circulação do tema reflete a relevância estratégica das abelhas para a produção de alimentos, a sustentabilidade agrícola e a conservação da biodiversidade, além de dialogar diretamente com políticas de uso de agrotóxicos no país.
Em 2026, já mostramos conexões entre alimentação e saúde com potencial de impactar políticas públicas
As divulgações realizadas em janeiro de 2026 ainda estão em fase de monitoramento de repercussão, mas os estudos apresentados à imprensa indicam alto potencial de impacto público. Um deles, publicado nos Cadernos de Saúde Pública por pesquisadores da USP, analisa como a regulamentação da venda de ultraprocessados em escolas está associada ao menor consumo desses produtos por adolescentes em capitais brasileiras.
Com repercussões em mais de 30 veículos até o momento, como g1, Revista Crescer e Nós, Mulheres da Periferia, o texto da Bori que explica o estudo aos jornalistas traz dados importantes para subsidiar a discussão sobre projeto de lei em análise no Senado que proíbe a venda de alimentos ultraprocessados em cantinas de escolas públicas e privadas.
Outro estudo, publicado na Ecosystem Services, investiga como a vulnerabilidade alimentar molda a percepção da natureza em comunidades amazônicas a partir de pesquisa conduzida por cientistas do programa de pesquisa AmazonFACE em parceria com iniciativas locais. A divulgação feita pela Bori pautou principalmente veículos da região Norte, como Rádio Coopnews e Portal Amazônia, evidenciando a relevância do estudo para o debate sobre alimentação e desenvolvimento socioeconômico dos territórios na região.
*Débora Gallas é jornalista ambiental; na Bori, dedica-se a projetos como o Ressoa Oceano
**Mariana Versolato é jornalista de saúde; na Bori, conduz projetos especiais na interface entre ciência, meio ambiente e educação
