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Cobertura jornalística amplia o alcance da ciência brasileira para públicos diversos
Publicado na Bori em 5/2/2026, 12:26 – Atualizado em 5/2/2026, 14:00

Raquel Ribeiro*

Dezembro de 2025 trouxe um resultado para a Bori que merece nota dez. Foram dez pesquisas brasileiras inéditas que chegaram a mais de 3.600 jornalistas e que geraram cobertura em mais de 500 veículos — acima da média mensal de janeiro a novembro e um recorde para o mês natalino. Curiosamente, a repercussão foi maior apesar de ter havido menos estudos divulgados que a média do ano.

Os temas passaram por política digital, clima, biodiversidade e produção científica. A cobertura apareceu em veículos como Folha de S.Paulo, O Globo, Estadão, UOL, CNN e Agência Brasil, mas também em portais regionais, rádios comunitárias e mídias especializadas. Isso significa que as pesquisas chegaram a públicos diversos: gestores públicos, setor produtivo, universidades, organizações da sociedade civil.

Um dos pontos altos foi o episódio do podcast Café da Manhã, da Folha, sobre o uso político do WhatsApp, com base em um estudo do InternetLab. Trata-se do podcast de notícias mais ouvido do país. E a repercussão não parou por aí: mais de 290 veículos trataram do estudo, incluindo portais religiosos — um público que normalmente fica fora do circuito tradicional de cobertura política.

Outra pesquisa divulgada pela Bori foi tema da coluna de Reinaldo José Lopes, também na Folha. O estudo, feito pelo Inpa e publicado na Acta Amazônica, mostrou morcegos bebendo água de pia. O que parece só curioso revela algo maior: a escassez histórica de sais minerais na Amazônia. É o tipo de história que explica não só o resultado, mas o próprio processo científico.

O relatório Bori–Elsevier também teve circulação intensa — foram  107 veículos — e  apontou crescimento de 4,5% na produção científica brasileira em 2024, após dois anos de queda. Os números ainda estão abaixo do patamar pré-pandemia, mas o dado chegou a veículos que dialogam com tomadores de decisão e o setor produtivo.

Dezembro deixou claro que a ciência brasileira circula — e inspira — quando há consistência editorial e estratégia.

 

*Raquel Ribeiro é responsável pela frente comunidades e engajamento da Bori