11 de fevereiro de 2020 Salvar link
Comportamento Social
Resultados do estudo ajudam em campanhas para melhorar hábitos de vida

Highlights

  • Estudo analisou hábitos de 47.328 trabalhadores em indústrias de 24 capitais brasileiras
  • Casados, mais estudados e moradores de capitais do Nordeste são menos propensos a fumar
  • Investigação vai colaborar para campanhas de melhora nos modos de vida dos trabalhadores

Uma pesquisa nacional conduzida por cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou associações entre o tabagismo e fatores sociodemográficos, consumo de álcool e níveis de estresse ao investigar os hábitos de 47.328 trabalhadores em indústrias de 24 capitais brasileiras. Os dados foram publicados em janeiro no “Jornal Brasileiro de Pneumologia”.

A prevalência de tabagismo foi de 13%, sendo maior entre os homens: 81% dos 6.163 fumantes declarados. Idade mais avançada, consumo de álcool e alto nível de estresse foram associados ao tabagismo, enquanto um menor risco de fumar foi identificado entre pessoas casadas, de nível educacional mais elevado e que habitam capitais da região Nordeste do país.

O trabalho é parte de uma pesquisa mais ampla, denominada “Estilo de vida e hábitos de lazer de trabalhadores da indústria” e financiada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). A coleta de dados ocorreu entre os anos de 2006 e 2008 e considerou fatores como gênero, idade, estado civil, escolaridade, renda familiar bruta, região demográfica, nível de estresse e frequência semanal do consumo de álcool.

“Trata-se do primeiro levantamento sobre tabagismo com uma amostra nacional de trabalhadores brasileiros da indústria. Os resultados servem como ponto de partida para estratégias de intervenção que possam minimizar os danos do hábito entre eles”, diz Pablo Magno, doutorando do Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde (NuPAF) da UFSC.

Riscos combinados

O estudo identificou também que um consumo semanal maior de bebida alcoólica faz aumentar as prevalências de tabagismo. “Esse achado é semelhante aos relatados em outros estudos no Brasil e corrobora a ideia de que o uso concomitante de álcool e nicotina leva a um maior desejo de consumir tais substâncias”, alerta Magno.

Para o pesquisador, “a relação entre nicotina e álcool precisa ser observada com cuidado”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há uma crescente tendência mundial de uso combinado de substâncias psicoativas, levando ao aumento dos riscos para a saúde.

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Fonte: Agência Bori

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Publicado na Bori em 11/2/2020, 14:29 – Atualizado em 21/2/2021, 13:40