24 de janeiro de 2025 Foto: Freepik
Segurança Públicanitazenos
Polícias de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, além da Polícia Federal, já identificaram substâncias da classe dos nitazenos

Highlights

  • Publicação do Ministério da Justiça e Segurança Pública avalia riscos e presença dos nitazenos, categoria das Novas Substâncias Psicoativas, no Brasil
  • Apreensão dessa substância psicoativa com potência superior à da morfina e do fentanil tem crescido no país
  • Estudo deve subsidiar políticas públicas de segurança e de combate às drogas ilícitas
Evento de lançamento: 24/01/2025 2:00 pm / link do evento

Os nitazenos são opioides sintéticos com potência superior à da morfina e do fentanil, que começaram a aparecer no mercado mundial de drogas ilícitas por volta de 2019. Entre julho de 2022 e abril de 2023, 133 das 140 amostras de opioides apreendidas em São Paulo continham o produto. É o que indica a publicação “Nitazenos: caracterização e presença no Brasil”, lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta sexta (24), que compila dados de diversos estudos, apresenta novos achados  e analisa o cenário no Brasil e no exterior.

Além de apresentar as ameaças dessas Novas Substâncias Psicoativas (NSP) e os registros de apreensões no Brasil, o estudo contribui para o monitoramento da dinâmica do mercado de drogas ilícitas no país. As informações devem subsidiar as políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) do MJSP. 

Entre os achados, destaca-se o crescimento no número de apreensões de nitazenos. Três estados brasileiros (Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina), além da Polícia Federal, já identificaram substâncias da classe dos nitazenos.

“Mesmo que o estudo mostre que por ora não há indicativos de uma epidemia de uso de opioides no país, os achados preocupam porque vemos que os nitazenos estão ganhando espaço e provavelmente estão sendo consumidos também por usuários que acreditam estarem fazendo uso de drogas mais leves, por isso lidar com essa substância, fazendo monitoramento constante e proativo, é também uma questão de saúde”, avalia Marta Machado, secretária Nacional de Política sobre Drogas.

A publicação foi elaborada pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc), uma parceria entre a Senad, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). O levantamento permite avançar em estratégias de interlocução com as instituições públicas e com a sociedade, difundindo conhecimentos relacionados à saúde pública e segurança.

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Fonte: Agência Bori


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Publicado na Bori em 24/1/2025, 23:45