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Sars-CoV-2, o novo cornavírus, foi o responsável pela pandemia que parou o mundo
Sars-CoV-2, o novo cornavírus, foi o responsável pela pandemia que parou o mundo
Publicado na Bori em 11/3/2025, 14:31

Há exatos cinco anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciava ao mundo que estávamos diante de uma pandemia. O termo, até então distante para a maioria das pessoas, passou a definir nossos dias, nossas rotinas e nossos medos. No Brasil, o primeiro caso de covid-19 foi confirmado em fevereiro de 2020. A Agência Bori havia sido lançada há apenas 15 dias, com um propósito claro: conectar cientistas e jornalistas para levar informação de qualidade à sociedade. O timing não poderia ser mais simbólico.

Assim como a pandemia, a Bori teve um início desafiador, mas cresceu rapidamente, adaptando-se às demandas de um mundo em transformação. Enquanto o vírus se espalhava, a necessidade de informações precisas e baseadas em evidências científicas tornava-se urgente. E foi nesse contexto que a missão da Bori mostrou-se não apenas relevante, mas essencial.

A pandemia escancarou a importância da ciência e da comunicação científica. Jornalistas de todas as áreas, não apenas aqueles que já cobriam ciência, viram-se diante da tarefa de explicar temas complexos, como a curva epidemiológica, o desenvolvimento de vacinas e os impactos sociais do distanciamento. Foi nesse cenário que a Bori emergiu como uma ponte vital entre os pesquisadores e a imprensa.

Ações que fizeram a diferença

Um dos primeiros frutos desse trabalho foi o banco de fontes, criado a partir de uma demanda clara dos jornalistas. Na primeira semana, contávamos com cerca de 15 especialistas cadastrados; hoje, são mais de 650, de todas as regiões do país. A evolução do banco de fontes reflete a própria trajetória da pandemia: no início abrangia pesquisadores de áreas diretamente relacionadas ao covid-19, como medicina e epidemiologia, mas depois se expandiu para temas relacionados aos impactos sociais do distanciamento, como economia e educação. O próximo passo, nos anos seguintes, foi a criação de outras seções dedicadas a temas que se tornaram igualmente relevantes no contexto brasileiro, como Amazônia/Ambiente e Sistemas Alimentares.

Além do banco de fontes, a Bori investiu em treinamentos para jornalistas, capacitando-os para cobrir temas complexos com precisão e profundidade. Paralelamente, cientistas foram preparados para se comunicar de forma clara e acessível, garantindo que o conhecimento científico chegasse ao público de maneira compreensível.

Outro pilar fundamental foram as pautas baseadas em estudos inéditos. Durante a pandemia, a Bori se tornou uma fonte confiável de informações sobre pesquisas relevantes, desde o desenvolvimento de vacinas até os impactos sociais e econômicos da covid-19. Essas pautas não apenas informaram, mas também ajudaram a combater a desinformação, um dos grandes desafios da época.

Tudo isso foi possível ao apoio que recebemos de parceiros como os institutos Serrapilheira, Ibirapitanga e Sabin Vaccine Institute, entre outros parceiros institucionais, como o SciELO.

Reconhecimento 

O trabalho da Bori não passou despercebido. A própria OMS reconheceu a iniciativa como um caso de sucesso no apoio à cobertura jornalística da pandemia no Brasil. Além disso, a Agência foi finalista em diversas premiações relacionadas à imprensa e ao impacto social do serviço prestado. Esses reconhecimentos são um testemunho do impacto positivo que a Bori teve logo no início — e continua tendo — na comunicação científica no país.

Cinco anos depois do anúncio da pandemia, olhamos para trás com a certeza de que a ciência e o jornalismo têm um papel indispensável na construção de um futuro mais informado e resiliente. E a Bori segue firme em sua missão, provando que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível semear conhecimento e colher impactos positivos.