Foto: Elena Mozhvilo / Unsplash

A partir de junho, a Bori começa a colaborar com os esforços de comunicação em mudanças climáticas do Climate Crisis Advisory Group (em português, Grupo Consultivo de Crise Climática), com sede no Reino Unido. Lançada no último domingo (20), a iniciativa reúne 14 cientistas especialistas de 10 nações de todos os continentes, liderados pelo ex-conselheiro científico do Reino Unido, Sir David King, e pretende lançar uma série de análises técnicas regulares sobre os esforços para enfrentar o aquecimento global e as crises de biodiversidade para o público mundial.

Os relatórios mensais do Climate Crisis Advisory Group (CCAG) serão antecipados aos jornalistas brasileiros com exclusividade pela Bori e terão como porta-voz brasileira a pesquisadora Mercedes Maria da Cunha Bustamante, da UnB, a única especialista do país integrante do grupo. Além disso, uma série de coletivas de imprensa com especialistas de diferentes países estão planejadas para acontecer nas datas de publicação dos relatórios e serão divulgadas pela Bori para que jornalistas brasileiros possam acompanhá-las.

 

Mira nos tomadores de decisão

O grupo quer se tornar referência nas tomadas de decisão dos diferentes países com relação ao tema do aquecimento global, segundo explica King ao jornal britânico The Guardian. “Esperamos que, ao colocar a expertise diretamente no domínio público, estejamos alcançando os processos de decisão dos formuladores de políticas e o setor financeiro e como eles investem em nosso futuro”, conta ao The Guardian em matéria publicada no domingo (20). A ideia, também, é trazer orientações propositivas para os governantes e companhias responsáveis por essas tomadas de decisão em relação ao clima global que, segundo destacam, precisam ser feitas em caráter de urgência.

“As mudanças climáticas são um desafio que exige coordenação e esforços globais para transformar a nossa economia”, ressalta Mercedes. Para ela, a inclusão de vozes de diferentes regiões na equipe do CCAG, com um vasto conjunto de experiências, pode ajudar a melhorar a percepção pública da urgência do tema. “Espero que o grupo possa catalisar e amplificar as ações que necessitamos. O diálogo com a sociedade e os tomadores de decisão pode envolver mais pessoas e instituições para construir um caminho robusto e sustentável para o futuro”.